quarta-feira, 27 de novembro de 2013

não, sim...

de tanto não que blasfemo
acabo sozinho
neste mundo pequenino
tão perto do inferno
sou um
entre muitos
agreste comigo
gesto comum
perdido por nada
confuso por tudo
aguardo uma vaga
que me traga o futuro
resignado no silencio
na sombra da vida
procuro as memorias
encontro umas historias
neste sol que me cança
pesa essa ruga
cresce essa barba
solta-se um mermurio
basta, basta...
que solidão nefasta
que procura incessante
que busca intensa
que retura marcante
desse dia de verão
com calor escaldante
esse ceu brilhante
quando era errante
já mais perto de mim
tento o sonho
acordo por fim
mermurando, sim, sim...

sábado, 22 de dezembro de 2012

natal

é hora de recordações
de memórias perdidas
histórías de canções
e lembranças esbatidas

alimentar o amor
sentir a saudade
aliviar a dor
abraçar a verdade

dançar com o frio
voar com o vento
tremer num abraço
rompendo o espaço

num amor que recordo
uma paixão que afogo
uma ternura que espero
numa foto que choro

de amor nada sei
apenas te direi
aquilo que sentirei
será sempre o que darei

sábado, 18 de agosto de 2012

parabéns a eles....

não me consigo imaginar sem as pessoas que caminharam comigo estes 51 anos e foram tantas,
claro que umas com mais, outras menos importância, no fundo algumas só de lembrar fazem
arrepiar e outras que deixam tantas saudades...
dos que deixaram saudades, tenho as lembranças inapagaveis na minha memória e a esses eu
agradeço, porque são eles que ainda hoje sustentam a minha ilusão de que vale sempre a pena!
aos que ainda cá andam, ao meu lado, tenho que dizer o quanto os amo pela sua tolerância,
a sua amizade, a sua paciência e o amor que me dedicam.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

´TUDO POR NADA

quando me desencontro
nem sei quem procurar
percorro o mundo
sem saber como amar

seria o destino
foi a ambição
falta de sentido
dias sem perdão

lembro teu olhar
num sorriso perdido
depois de tanto andar
continuo escondido

encontro a beleza
não descubro o amor
chega a tristeza
que gela o calor

nunca estive tão perto
de me sentir tão longe
hoje desespero
não quero ser monge

lá ao fundo te vejo
corro perdidamente
nem vivo o desejo
neste estado dormente

onde estás tu
onde vou eu
sei que está escrito
porque não pode ser visto

domingo, 10 de junho de 2012

uma estrela que mal vi

quem és tu?
quem sou eu?
quem está certo?
quem se perdeu?

quando é o momento
que vem sem tormento
porque foi assim
uma historia sem fim

foste uma estrela cadente
uma passagem quente
uma leve sensação
de um amor de perdição

deixaste a saudade
levaste a verdade
como posso acreditar
na hora de amar

tantas emoções
no meio de contradições
como perceber
sem entender

quero esquecer
sem te perder
quero te ter
sem te ver...

quinta-feira, 24 de maio de 2012

um dia sem

como mais um dia passa
aparentemente calmo
sem pressas se extingue
na delonga se esgaça
grita para ser salvo
surdo que nem finge

mudo de tom
fico sem som
arrefeço a mente
sofridamente
tu não vens
assim não me tens

recolho memórias
desfolho histórias
sonho dormente
vivo ausente
tu não vens
assim não me tens

esgravato caminho
sem pergaminho
ando ou corro
até salto o morro
tu não vens
assim não me tens

tropeço no medo
sinto desespero
solto amor
embato na dor
tu não vens
assim não me tens

queria te alcançar
poder abraçar
sentir-me vivo
sem estar perdido
tu não vens
assim não me tens

quarta-feira, 21 de março de 2012

tu...

lutar...
viver...
ter esperança,
renascer!

onde está a força
que não vejo crescer
nasce e morre
antes de amanhecer

dias de vida
como sem querer
passam e passam
sem eu me aperceber

esperança e fé
tudo esmorece
entre pensamentos
tudo se esquece

como se volta
como se segue
entre esta revolta
que me persegue

faltas tu
que não apereces
uma flor
que não cresce

faltas tu
que nada dizes
entre silêncios
não somos felizes

falta tu
que sem eu saber
és a inspiração
do meu querer

és só ilusão
perdida no ar
se me deres a mão
eu consigo caminhar

sábado, 18 de fevereiro de 2012

sem resultado...

como se saí?
se não sabemos por onde entramos...
como se vai?
se não sabemos para onde vamos...

onde está o caminho
se não vemos o trilho
assim não vou chegar
por muito que andar

esta minha anemia
com gosto depressivo
trás a nostalgia
com ar arrependido

estou perto de ti
tenho-te no meu peito
ainda me olhas assim
mas eu não tenho jeito

a tua suavidade me embala
a tua voz me encanta
o teu ser feito do nada
é o aconchego de uma manta

com a mente em turbilhão
não consigo descançar
escrevo-te então
para poder acalmar

não te posso ver sofrer
e assim nada te digo
deixo o amor arrefecer
até ficar perdido

quanto tudo parece mau
e já nada faz sentido
venho depressa escrever
mesmo para não ser lido

eu preciso do amor
como se água fosse
resta-me esta dor
salgada e doce

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

vai! antes de não conseguires partir...

já só me recordo
entre raios de sanidade
sempre que acordo
procuro a minha identidade

lembro a crueldade infantil
recordo a traição juvenil
evoco a afirmação adolescente
para esconder o passado recente

de tantos amigos que fiz
a nenhum resisti
porque a memória me diz
de todos eu desisti

aos amores eu me dei
sempre louco de paixão
esses eu guardei
como imagem de ilusão

resta esta solidão
amarga na boca
solta da mão
gesto de louca
parte solta
procura em vão

quantos virão
quantos se vão
resisto inerte
sem reação

penso sem pensar
vivo a pairar
resta-me entreter
até a noite chegar

canço a mente sem parar
luto para não me entregar
em cada noite de luar
tenho a esperança de voltar

não sei quem será
nem de onde virá
aguardo com calma
a chegada dessa alma

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

fugiste...

um dia de sol
que invade o inverno
torna o frio mole
faz o amor eterno
em cada passo
encontro enbaraço
porquê andar
se não sei voltar
nunca me entendi
como posso perceber
no reflexo eu vi
a sombra a crescer

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

perdido...

quando chegas
quanto vou esperar
é um desespero
esta espera para amar

dentro deste nevoeiro
vislumbro o horizonte
certo que lá no meio
pela luz te encontre

recolho imagens
escondidas na minha mente
nestas longas caminhadas
viajo lentamente

não sei o que pode vir
nem sei para onde vou
apenas deixo sair
quem voltou

um amargo de boca
um pensamento transviado
uma raiva louca
deste meu passado

no meio do desejo
me perco na beleza
assim me vejo
rodeado de tristeza

tantos sons me absorvem
meus pensamentos me consomem
deixo o amor partir
deixo o coração dormir

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

quando o amor não chega...

não basta querer
existe o sentir
até pode parecer
e não existir

por tanto desejar
e estar pronto a dar
quando vou a chegar
só quero regressar

não basta o aconchego
não chega o conforto
quando o desejo é amorfo
quando o caminho é torto

não posso ficar
deixar crescer a ilusão
só para não magoar
um dia vem a negação

talvez seja o destino
não posso sonhar
talvez não faça sentido
mas assim não sei amar

entre a dedicação
e o esforço
não nasce a flor
não brota o amor

tu sempre sentiste
e foste tentando
e eu não resisti
e fui deixando

mas sem um caminho
fico neste cantinho
triste com a tristeza
certo desta certeza

terça-feira, 22 de novembro de 2011

dóidói

nada mais faz sentido
de que vale ter mentido
bastava a verdade
para te puder agarrar

queria o melhor para ti
e esqueci-me de mim
mas nem sei se foi assim
mas sei que te perdi

agora estou perdido
clamo a tua presença
sinto a tua ausência
neste coração partido

olhos tristes
coração partido
vi-te partir
e nada fiz

arranjei uma desculpa
para esconder meu medo
amarrei o meu amor
e fiz-te sentir a dor

de que serve querer
se não sabemos receber
de que serve amar
se não sabemos como dar

tu não mereces
este amor agreste
no meio da saudade
resta a tua liberdade

domingo, 20 de novembro de 2011

o que resta...

como gerir tanta frustação
quando me lembra o passado
opressão que trás a sensação
entre o nostagico e o angustiado

tanta perda de energia
tanto tempo parado
como se por magia
eu não estivesse acordado

lembro de tudo
do que quero e não quero
do que não procuro
do que não fujo

das ambiguidades
dos desvaneios
das contrariedades
dos anceios

por cada obstaculo que passei
houve outro em que tropecei
por cada flor que apanhei
uma outra eu pisei

cada segundo me marca
nesta longa caminhada
a carga é pesada
quase não sinto a passada

ainda cheiro o colo
deixo-me estar
assim me consolo
este é o meu lugar

relembro o tempo
das aventuras
sempre sem medo
procurando ruturas

de historia em historia
se faz a memoria
numa mente que voa
mas não se perdoa

saudades dele
saudades dela
de meu ar quente
na noite que gela

quanto mais vou aguentar
no que me resta para andar
tropeço no ar
já me sinto vassilar

oh amor
esse eu dei
sobrou a dor
que nem chamei

mas eu lembro
cada momento
da sua paixão
da minha ilusão

dos seus carinhos
das suas ternuras
de todos beijinhos
de todas aventuras

fui um amor impossivel
por vezes ingrato
quase inatingivel
e nunca sensato

assim nasceu
esta solidão
que tanto cresceu
no meu coração

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

ela...

não deixo de pensar
que ela está para chegar
só não a reconheço
num só um olhar

sinto-lhe o cheiro
com ar de caminhante
não a vejo brilhante
apenas uma amante

cançado de esperar
consigo me embrulhar
e até partilhar
o nada que tenho para dar

olho o horizonte
para lá da ponte
será que está escondida
atrás do monte

não deixo a esperança
sonho com uma dança
no meio do mar
e ela é o meu par

um adeus...

não quero voltar
tudo não passou de um engano
vejo-te passar
escondo-me num canto

prefiro minha solidão
do que me perder ao caminhar
não vou pedir perdão
por não saber o que te dar

não tenho saudades
não tenho vaidades
apenas um caminho
para seguir sózinho

não calo a minha voz
por muito que grite
clamo por nós
mas nós não existe

sinto esta mágoa
por passar ilusão
é como um rio sem água
para molhares a mão

sem nada para dizer
espero que me possas esquecer
fica mais fácil fugir
sem ter de me despedir

sábado, 12 de novembro de 2011

não foi, não é, não será...

como um não!
que ecoa na minha mente
é esse o senão
que me atormenta constantemente

se a paz vem contigo
nesse amor meio escondido
eu sinto-me um amigo
com o coração perdido

perdi o encantamento
fugiu a ilusão
como lamento
ter ido a paixão

tenho de perdoar
o meu amar
não pode dar
perdeu-se no ar

na brecha que passa a brisa
que trás o teu cheiro
voa a cinza
sem rumo ou paradeiro

queria voar de asas partidas
pois resta-me caminhar
na busca de saídas
para voltar a sonhar

sábado, 5 de novembro de 2011

sem amanhã....

e assim...
a perdi!
neste turbilhão de sentimentos
relembro cada momento
esses que existiram
esses que eu não inventei
na minha mente
nos meus escritos
não foram sonhos
não foram mitos
perdi-me de amores
por entre as flores
e nas musicas que filtrei
e a cada segundo enviei 
neste monologo do amor
sempre senti a dor
pela sua ausência
pela sua distância
faltava um não...
chegou pela sua mão
essa que eu senti
que só pertence a ti
levo no peito esta saudade cercada
quando o vento soprou foi levada

domingo, 30 de outubro de 2011

"O"

1...2...1...2
inspira...expira....
relaxa...relaxa...
um beijinho,
um abraço,
um carinho,
uma timida conversa,
um toque inofencivo,
uma troca de olhares,
um sentir aconchegante,
um avanço,
um recuo,
uma noite perdida,
uma noite sentida,
um chá, um café...
o descobrir,
o perceber,
o entender,
o partilhar,
e assim brotou!!!
mal caminhava...
entre suspiros e sorrisos,
entre medos e dúvidas,
depressa estremeceu!!
logo se encolheu...
e por fim se escondeu!!
mas não morreu...

sábado, 29 de outubro de 2011

nada...

entre o frio que me enrola
a nostalgia me consola...
busco no porquê
nem sei eu bem o quê!

como me sinto aliviado
deste fardo pesado
nem sinto a emoção
a vida tem sempre razão

uma coisa eu sei
não vou querer mudar
nem te procurei
e assim vou continuar

como nasceu do nada
e do nada tentou crescer
afinal era tão nada
que depressa o nada morreu