já só me recordo
entre raios de sanidade
sempre que acordo
procuro a minha identidade
lembro a crueldade infantil
recordo a traição juvenil
evoco a afirmação adolescente
para esconder o passado recente
de tantos amigos que fiz
a nenhum resisti
porque a memória me diz
de todos eu desisti
aos amores eu me dei
sempre louco de paixão
esses eu guardei
como imagem de ilusão
resta esta solidão
amarga na boca
solta da mão
gesto de louca
parte solta
procura em vão
quantos virão
quantos se vão
resisto inerte
sem reação
penso sem pensar
vivo a pairar
resta-me entreter
até a noite chegar
canço a mente sem parar
luto para não me entregar
em cada noite de luar
tenho a esperança de voltar
não sei quem será
nem de onde virá
aguardo com calma
a chegada dessa alma
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
fugiste...
um dia de sol
que invade o inverno
torna o frio mole
faz o amor eterno
em cada passo
encontro enbaraço
porquê andar
se não sei voltar
nunca me entendi
como posso perceber
no reflexo eu vi
a sombra a crescer
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
perdido...
quando chegas
quanto vou esperar
é um desespero
esta espera para amar
dentro deste nevoeiro
vislumbro o horizonte
certo que lá no meio
pela luz te encontre
recolho imagens
escondidas na minha mente
nestas longas caminhadas
viajo lentamente
não sei o que pode vir
nem sei para onde vou
apenas deixo sair
quem voltou
um amargo de boca
um pensamento transviado
uma raiva louca
deste meu passado
no meio do desejo
me perco na beleza
assim me vejo
rodeado de tristeza
tantos sons me absorvem
meus pensamentos me consomem
deixo o amor partir
deixo o coração dormir
quanto vou esperar
é um desespero
esta espera para amar
dentro deste nevoeiro
vislumbro o horizonte
certo que lá no meio
pela luz te encontre
recolho imagens
escondidas na minha mente
nestas longas caminhadas
viajo lentamente
não sei o que pode vir
nem sei para onde vou
apenas deixo sair
quem voltou
um amargo de boca
um pensamento transviado
uma raiva louca
deste meu passado
no meio do desejo
me perco na beleza
assim me vejo
rodeado de tristeza
tantos sons me absorvem
meus pensamentos me consomem
deixo o amor partir
deixo o coração dormir
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
quando o amor não chega...
não basta querer
existe o sentir
até pode parecer
e não existir
por tanto desejar
e estar pronto a dar
quando vou a chegar
só quero regressar
não basta o aconchego
não chega o conforto
quando o desejo é amorfo
quando o caminho é torto
não posso ficar
deixar crescer a ilusão
só para não magoar
um dia vem a negação
talvez seja o destino
não posso sonhar
talvez não faça sentido
mas assim não sei amar
entre a dedicação
e o esforço
não nasce a flor
não brota o amor
tu sempre sentiste
e foste tentando
e eu não resisti
e fui deixando
mas sem um caminho
fico neste cantinho
triste com a tristeza
certo desta certeza
existe o sentir
até pode parecer
e não existir
por tanto desejar
e estar pronto a dar
quando vou a chegar
só quero regressar
não basta o aconchego
não chega o conforto
quando o desejo é amorfo
quando o caminho é torto
não posso ficar
deixar crescer a ilusão
só para não magoar
um dia vem a negação
talvez seja o destino
não posso sonhar
talvez não faça sentido
mas assim não sei amar
entre a dedicação
e o esforço
não nasce a flor
não brota o amor
tu sempre sentiste
e foste tentando
e eu não resisti
e fui deixando
mas sem um caminho
fico neste cantinho
triste com a tristeza
certo desta certeza
terça-feira, 22 de novembro de 2011
dóidói
nada mais faz sentido
de que vale ter mentido
bastava a verdade
para te puder agarrar
queria o melhor para ti
e esqueci-me de mim
mas nem sei se foi assim
mas sei que te perdi
agora estou perdido
clamo a tua presença
sinto a tua ausência
neste coração partido
olhos tristes
coração partido
vi-te partir
e nada fiz
arranjei uma desculpa
para esconder meu medo
amarrei o meu amor
e fiz-te sentir a dor
de que serve querer
se não sabemos receber
de que serve amar
se não sabemos como dar
tu não mereces
este amor agreste
no meio da saudade
resta a tua liberdade
de que vale ter mentido
bastava a verdade
para te puder agarrar
queria o melhor para ti
e esqueci-me de mim
mas nem sei se foi assim
mas sei que te perdi
agora estou perdido
clamo a tua presença
sinto a tua ausência
neste coração partido
olhos tristes
coração partido
vi-te partir
e nada fiz
arranjei uma desculpa
para esconder meu medo
amarrei o meu amor
e fiz-te sentir a dor
de que serve querer
se não sabemos receber
de que serve amar
se não sabemos como dar
tu não mereces
este amor agreste
no meio da saudade
resta a tua liberdade
domingo, 20 de novembro de 2011
o que resta...
como gerir tanta frustação
quando me lembra o passado
opressão que trás a sensação
entre o nostagico e o angustiado
tanta perda de energia
tanto tempo parado
como se por magia
eu não estivesse acordado
lembro de tudo
do que quero e não quero
do que não procuro
do que não fujo
das ambiguidades
dos desvaneios
das contrariedades
dos anceios
por cada obstaculo que passei
houve outro em que tropecei
por cada flor que apanhei
uma outra eu pisei
cada segundo me marca
nesta longa caminhada
a carga é pesada
quase não sinto a passada
ainda cheiro o colo
deixo-me estar
assim me consolo
este é o meu lugar
relembro o tempo
das aventuras
sempre sem medo
procurando ruturas
de historia em historia
se faz a memoria
numa mente que voa
mas não se perdoa
saudades dele
saudades dela
de meu ar quente
na noite que gela
quanto mais vou aguentar
no que me resta para andar
tropeço no ar
já me sinto vassilar
oh amor
esse eu dei
sobrou a dor
que nem chamei
mas eu lembro
cada momento
da sua paixão
da minha ilusão
dos seus carinhos
das suas ternuras
de todos beijinhos
de todas aventuras
fui um amor impossivel
por vezes ingrato
quase inatingivel
e nunca sensato
assim nasceu
esta solidão
que tanto cresceu
no meu coração
quando me lembra o passado
opressão que trás a sensação
entre o nostagico e o angustiado
tanta perda de energia
tanto tempo parado
como se por magia
eu não estivesse acordado
lembro de tudo
do que quero e não quero
do que não procuro
do que não fujo
das ambiguidades
dos desvaneios
das contrariedades
dos anceios
por cada obstaculo que passei
houve outro em que tropecei
por cada flor que apanhei
uma outra eu pisei
cada segundo me marca
nesta longa caminhada
a carga é pesada
quase não sinto a passada
ainda cheiro o colo
deixo-me estar
assim me consolo
este é o meu lugar
relembro o tempo
das aventuras
sempre sem medo
procurando ruturas
de historia em historia
se faz a memoria
numa mente que voa
mas não se perdoa
saudades dele
saudades dela
de meu ar quente
na noite que gela
quanto mais vou aguentar
no que me resta para andar
tropeço no ar
já me sinto vassilar
oh amor
esse eu dei
sobrou a dor
que nem chamei
mas eu lembro
cada momento
da sua paixão
da minha ilusão
dos seus carinhos
das suas ternuras
de todos beijinhos
de todas aventuras
fui um amor impossivel
por vezes ingrato
quase inatingivel
e nunca sensato
assim nasceu
esta solidão
que tanto cresceu
no meu coração
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
ela...
não deixo de pensar
que ela está para chegar
só não a reconheço
num só um olhar
sinto-lhe o cheiro
com ar de caminhante
não a vejo brilhante
apenas uma amante
cançado de esperar
consigo me embrulhar
e até partilhar
o nada que tenho para dar
olho o horizonte
para lá da ponte
será que está escondida
atrás do monte
não deixo a esperança
sonho com uma dança
no meio do mar
e ela é o meu par
que ela está para chegar
só não a reconheço
num só um olhar
sinto-lhe o cheiro
com ar de caminhante
não a vejo brilhante
apenas uma amante
cançado de esperar
consigo me embrulhar
e até partilhar
o nada que tenho para dar
olho o horizonte
para lá da ponte
será que está escondida
atrás do monte
não deixo a esperança
sonho com uma dança
no meio do mar
e ela é o meu par
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