quarta-feira, 21 de março de 2012

tu...

lutar...
viver...
ter esperança,
renascer!

onde está a força
que não vejo crescer
nasce e morre
antes de amanhecer

dias de vida
como sem querer
passam e passam
sem eu me aperceber

esperança e fé
tudo esmorece
entre pensamentos
tudo se esquece

como se volta
como se segue
entre esta revolta
que me persegue

faltas tu
que não apereces
uma flor
que não cresce

faltas tu
que nada dizes
entre silêncios
não somos felizes

falta tu
que sem eu saber
és a inspiração
do meu querer

és só ilusão
perdida no ar
se me deres a mão
eu consigo caminhar

sábado, 18 de fevereiro de 2012

sem resultado...

como se saí?
se não sabemos por onde entramos...
como se vai?
se não sabemos para onde vamos...

onde está o caminho
se não vemos o trilho
assim não vou chegar
por muito que andar

esta minha anemia
com gosto depressivo
trás a nostalgia
com ar arrependido

estou perto de ti
tenho-te no meu peito
ainda me olhas assim
mas eu não tenho jeito

a tua suavidade me embala
a tua voz me encanta
o teu ser feito do nada
é o aconchego de uma manta

com a mente em turbilhão
não consigo descançar
escrevo-te então
para poder acalmar

não te posso ver sofrer
e assim nada te digo
deixo o amor arrefecer
até ficar perdido

quanto tudo parece mau
e já nada faz sentido
venho depressa escrever
mesmo para não ser lido

eu preciso do amor
como se água fosse
resta-me esta dor
salgada e doce

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

vai! antes de não conseguires partir...

já só me recordo
entre raios de sanidade
sempre que acordo
procuro a minha identidade

lembro a crueldade infantil
recordo a traição juvenil
evoco a afirmação adolescente
para esconder o passado recente

de tantos amigos que fiz
a nenhum resisti
porque a memória me diz
de todos eu desisti

aos amores eu me dei
sempre louco de paixão
esses eu guardei
como imagem de ilusão

resta esta solidão
amarga na boca
solta da mão
gesto de louca
parte solta
procura em vão

quantos virão
quantos se vão
resisto inerte
sem reação

penso sem pensar
vivo a pairar
resta-me entreter
até a noite chegar

canço a mente sem parar
luto para não me entregar
em cada noite de luar
tenho a esperança de voltar

não sei quem será
nem de onde virá
aguardo com calma
a chegada dessa alma

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

fugiste...

um dia de sol
que invade o inverno
torna o frio mole
faz o amor eterno
em cada passo
encontro enbaraço
porquê andar
se não sei voltar
nunca me entendi
como posso perceber
no reflexo eu vi
a sombra a crescer

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

perdido...

quando chegas
quanto vou esperar
é um desespero
esta espera para amar

dentro deste nevoeiro
vislumbro o horizonte
certo que lá no meio
pela luz te encontre

recolho imagens
escondidas na minha mente
nestas longas caminhadas
viajo lentamente

não sei o que pode vir
nem sei para onde vou
apenas deixo sair
quem voltou

um amargo de boca
um pensamento transviado
uma raiva louca
deste meu passado

no meio do desejo
me perco na beleza
assim me vejo
rodeado de tristeza

tantos sons me absorvem
meus pensamentos me consomem
deixo o amor partir
deixo o coração dormir

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

quando o amor não chega...

não basta querer
existe o sentir
até pode parecer
e não existir

por tanto desejar
e estar pronto a dar
quando vou a chegar
só quero regressar

não basta o aconchego
não chega o conforto
quando o desejo é amorfo
quando o caminho é torto

não posso ficar
deixar crescer a ilusão
só para não magoar
um dia vem a negação

talvez seja o destino
não posso sonhar
talvez não faça sentido
mas assim não sei amar

entre a dedicação
e o esforço
não nasce a flor
não brota o amor

tu sempre sentiste
e foste tentando
e eu não resisti
e fui deixando

mas sem um caminho
fico neste cantinho
triste com a tristeza
certo desta certeza

terça-feira, 22 de novembro de 2011

dóidói

nada mais faz sentido
de que vale ter mentido
bastava a verdade
para te puder agarrar

queria o melhor para ti
e esqueci-me de mim
mas nem sei se foi assim
mas sei que te perdi

agora estou perdido
clamo a tua presença
sinto a tua ausência
neste coração partido

olhos tristes
coração partido
vi-te partir
e nada fiz

arranjei uma desculpa
para esconder meu medo
amarrei o meu amor
e fiz-te sentir a dor

de que serve querer
se não sabemos receber
de que serve amar
se não sabemos como dar

tu não mereces
este amor agreste
no meio da saudade
resta a tua liberdade